BarmanUm baile de brasas que vagam no ara gente toma um trago de conhaquee fica bestadesbaratina a prosae presta a atenção no entornono contorno dos objetos que pululamnas vozes entremeadas de zumbidosno colorido de vestidose mistura tudo num drinknum funk sampleadosou um barmam de momentobebo o conteúdo das formasque povoam o real imaginárioarrisco as doseschacoalho a caneca de alumíniodiluo o limão na aguardenteepercoacabeçanobalcãodagarçonetesimpáticamergulho frágilfogo fátuobatida de coco
Las callesadoro o centro de Taubaténa rua Jacquex Felix, as meninas são mais coloridas:canetinhas, giz de cera, lápis de cor, papel crepontransitam em taiês, saltos e sandáliassorrisos recém saídos de um plano odontológico a prestaçãona visconde do Rio Branco, as saias voam mais altorua abaixo, rua acima, o vento sopra a favor dos olhosdesaguando na praça Dom Epaminondas um tilintarde musas, mousses, moças movediçascarrinhos de bate-bate de parque de diversãoabro as janelas de parapeitodebruço as moças nas calçadasnas lojas de vitrine, elas dobram panose acumulam pensamentosflaneiam vestidos de fim de tardeChiquinha de Matos, diz a placa,flagro beijos na bochecha
de um moleque premiado
Thiago José Diogo trabalhou uns anos numa fundação de cultura, deu aula em algumas escolas, estudou letras, jogou bolinha de gude e futebol de rua. Trabalha no comércio ilegal de rebimbocas da parafuseta e batuca com os amigos quando pode.

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