(...)
- Eu. Tenho três mil anos e quero contar
algumas histórias. Querem que eu conte algumas histórias? Sentem, não tem mais
ninguém para chegar, porque só restamos nós três: Eu, Você, e Ela. Eu. Eu ouvi
todas as histórias possíveis, antes de Você matar todos os habitantes deste
mundo que Ela poderia gerar.
- Você. Eu fiz. Você fez? Sim, eu fiz. Eu
peguei a faca e foi tudo tão rápido... enfiei em sua barriga. Foi mais difícil
do que aparece nos filmes... houve uma certa resistência para a entrada do
objeto. Talvez porque não foi a faca adequada ou talvez porque eu não tenho
força o suficiente ou eu... enfim... eu... Você. mas entrou... e a pessoa
ficou tão assustada, foi tão inesperado que não gritou e não reagiu. Estranho,
né? Ou gritou e reagiu e eu/Você não ouvi/ouviu e nem percebi? Mas foi tão bom.
Foi... tão estranhamente bom que... ah... eu comecei a ficar excitada em ver
aquela pessoa caída no chão com o sangue saindo de sua barriga e manchando de
maneira tão bonita a sua camiseta branca, que parecia que formava um desenho.
eu/Você começou/comecei a ficar tão excitada, eu já falei isso, né? Mas é que
foi tão excitante, que senti uma vontade louca de me masturbar e comecei a me
tocar lá... fui direto para o meio das minhas pernas... (RESPIRAÇÃO) Nossos olhos
estavam hipnotizados... (RESPIRAÇÃO) Você realmente não vai falar nada, não
é? (RESPIRAÇÃO ... ALIVIO) Gozei no momento em que seus olhos pararam de
brilhar.
(...)
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completa aqui: QUEM-ESTÁ-BATENDO-NO-CHÃO. de Cristina
Santos.pdf

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