Dois poemas do livro de Lia Macruz - Andrômeda sob os pés (Editora Primata - 2017):
sou tataravó das minhas doressou o seio da árvore, do peito e da florsou o pronome subjetivodas línguas ainda nem inventadassou a saia ocre de gaiasou o altar de bocetas e de cabelossou o totem milenarno ventre das avóssou o talismã guardado entre os seiossou a sabedoria uma das outrassou o segredo tácitovelado pelas mães.sou o hiato entre os universossou o verbo ação e o substantivo afetosou o ditongo decrescentedas palavras saudades e paixões.
| Ilustração também é de Lia Macruz |
eu imagino um camaleãointerpretando a constelação de andrômedaseres ascencionados e comandantes estelares[dançando butoho baile desenfreado dos répteis dentro de um girassolmeu inconsciente tem todas as chaves para desvendar[este enigmamesmo no deserto eu diria a vocêpara beber água direto dos meus rinssabemos que superamos as mirações nebulosase criamos oásis com nossas mentesdepois meditamos dentro de uma montanhae a nossa hipersensibilidade se torna mais[desenvolvida que um sismógrafopossuímos um sonar instalado no crâniomorcegos acoplados na retina de nossa visão.
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